Uma equipe de arqueólogos encontrou o esqueleto de um jovem romano escondido dentro de um jarro na antiga cidade de Deultum, na Bulgária. A descoberta, ocorrida no dia 10 de agosto, revela um corpo em posição encolhida que teria sido preservado por mais de 1.600 anos sob o piso de uma torre.
O professor Lyudmil Vagalinski, da Academia Búlgara de Ciências, informou que a vítima teria morrido asfixiada enquanto tentava escapar de um exército que incendiou a cidade. A hipótese dos especialistas é que o corpo pertença ao período de invasões de germânicos e hunos, por volta do ano 400 d.C., para pressionar o Império Romano.
Os restos humanos foram localizados a oeste da cidade, em uma torre que foi demolida e coberta por um novo piso, o que manteve o jarro oculto. O recipiente era um modelo comum, utilizado na época para armazenar alimentos, azeite ou vinho.
Além do esqueleto, os pesquisadores recuperaram o crânio, vários ossos intactos e restos de um cinto. A análise indica que a morte ocorreu entre os séculos IV e V d.C., período em que Deultum sofreu sucessivos ataques e saques.
Fundada por volta de 70 d.C. pelo imperador Vespasiano, Deultum era uma colônia romana na província da Trácia, próxima ao Mar Negro. A localidade, situada no atual sudeste da Bulgária, contava com porto, muralhas, banhos públicos, templos do culto imperial e sistema de esgoto.

