O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, defende que o Congresso Nacional seja sensibilizado para garantir a adoção de uma lista tríplice na escolha do diretor-geral da corporação, a fim de evitar que o cargo seja preenchido por escolha pessoal do presidente da República.
Paiva avalia que a implementação desse modelo de nomeação poderia ter evitado a crise institucional atualmente instalada no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente da associação, a raiz dos problemas reside nas desconfianças mútuas entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça.
A atual estrutura de indicação, baseada na vontade direta do chefe do Executivo, é apontada como o fator que fragiliza a relação entre a cúpula da polícia e a magistratura. A proposta da ADPF visa profissionalizar a sucessão no comando da Polícia Federal.
O movimento busca apoio dos parlamentares para alterar a forma como o cargo é ocupado. O objetivo é que a escolha do diretor-geral siga critérios técnicos e institucionais, reduzindo a dependência de alinhamentos políticos pessoais.


