O mercado financeiro global opera sob pressão nesta segunda-feira (14) após novos ataques com drones na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz. A interrupção do oleoduto Leste-Oeste, principal rota para o Mar Vermelho, elevou os preços do petróleo e gerou temor de escassez no abastecimento mundial.
O petróleo Brent avançou 3,7%, superando os US$ 108 por barril. Compras e corretores sauditas afirmaram que a interrupção do fluxo pode causar a perda de 4% do abastecimento global de petróleo se a rota não for reiniciada nos próximos dias. Estimativas indicam que os reparos nos danos podem levar entre cinco e seis semanas.
No setor de tecnologia, as ações ligadas à inteligência artificial registraram queda brusca. O movimento ocorre após CEOs de empresas americanas que desenvolvem os modelos mais avançados de IA alertarem que o ritmo de desenvolvimento deve ser reduzido para evitar riscos à humanidade.
Na Europa, o membro do Banco Central Europeu (BCE), Martins Kazaks, afirmou que argumentos para um novo aperto monetário estão aumentando. Kazaks, presidente do banco central da Letônia, disse que a instituição pode precisar elevar as taxas de juros para conter a inflação antes que a alta dos combustíveis, causada pela guerra no Irã, atinja os salários.
No Brasil, investidores acompanham novas pesquisas eleitorais e movimentações no Superior Tribunal Federal (STF). O ministro Edson Fachin assumiu a relatoria de petição sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e um banqueiro do Banco Master, com julgamento marcado para terça-feira. O ministro Flávio Dino retirou o sigilo de investigações sobre desvio de emendas para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O relatório Focus ajustou a projeção do IPCA para 2026, reduzindo para 4,90%, enquanto a estimativa para 2027 subiu para 4,30%. O mercado aguarda agora as decisões sobre juros do Federal Reserve e do Banco Central, previstas para quarta-feira.

