O Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) Rio, em Seropédica, na Região Metropolitana, capta o gás liberado pela decomposição de 10 mil toneladas diárias de lixo para produzir biometano. O combustível já abastece sete indústrias fluminenses, 26 postos de venda e veículos de coleta de resíduos no estado.
O processo ocorre por meio de uma rede de tubulações instalada no aterro que capta o biogás, rico em metano, gerado pela decomposição de matéria orgânica e restos de alimentos. Após a coleta, o material passa por filtragem em uma unidade de tratamento para atingir a qualidade necessária para uso como combustível.
Atualmente, 10% das carretas que transportam o lixo da capital até Seropédica utilizam exclusivamente o biometano. A frota total é de 60 veículos e a meta é que todos sejam adaptados até o fim deste ano. A substituição do diesel deve retirar 615 mil litros do consumo mensal.
A tecnologia foi aplicada também na coleta domiciliar do Rio de Janeiro. Segundo o CTR Rio, 100 caminhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) já operam com o novo combustível. O sistema é compatível com veículos preparados para GNV, desde que passem por adaptações.
Além do transporte, o biometano é utilizado em atividades comerciais e industriais. A operação reduz a emissão de poluentes, eliminando a fuligem e a fumaça preta típicas de motores a diesel.

