O candidato Augusto Cury, do Avante, apresentou um programa de governo dividido em 18 projetos e 20 teses, com destaque para a adoção do regime semipresidencialista e a fixação de mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propõe ainda a criação de uma diplomacia econômica.
Na economia, o plano prevê a criação do Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída, além do Banco do Empreendedor, que ofereceria crédito de até R$ 20 mil com juros reduzidos. O programa projeta a implementação de 10 mil clubes de empreendedorismo e a regularização jurídica de 5 milhões de moradias em favelas ao longo de dez anos.
A área da educação tem o ensino em tempo integral como prioridade, com reorganização do ensino médio para incluir formação acadêmica e profissionalizante. O texto sugere que universidades funcionem como polos de inovação e patentes. Para a saúde, o Tele Saúde Brasil propõe uma plataforma de medicina digital para reduzir filas no Sistema Único de Saúde (SUS), com atendimentos em até 30 minutos.
O eixo social inclui o Brasil Neuroinclusivo, voltado a pessoas com TDAH, autismo e dislexia, e a iniciativa Mulheres Vivas. Esta última foca no combate ao feminicídio por meio de botões de alerta e monitoramento de agressores, além de priorizar a empregabilidade de vítimas de violência.
Na política externa, Cury propõe deslocar diplomatas dos Estados Unidos e da Europa para mercados emergentes, como China, Índia e Oriente Médio. O plano sugere a mobilização anual de US$ 177 bilhões a US$ 342 bilhões para um Plano de Combate Mundial da Fome.
O programa prevê ainda a meta de 90% de matriz energética limpa até 2040 e o uso de drones e inteligência artificial no combate a incêndios. Na segurança pública, a proposta Segurança 4.0 visa unificar ações das polícias estadual e federal.


