O Banco Central do Brasil (BC) e o Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos, divulgam nesta quarta-feira (17) as decisões sobre as taxas de juros de seus respectivos países. O mercado projeta a continuidade do ciclo de cortes no Brasil e a elevação dos juros americanos.
No Brasil, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa Selic em 25 pontos-base, fixando-a em 13,75% ao ano. Analistas do Itaú informaram que a decisão deve ser unânime, refletindo a moderação da atividade econômica e a redução da inflação corrente. Para o Bradesco, a comunicação sobre os próximos passos será tão relevante quanto a decisão em si.
Nos Estados Unidos, a projeção majoritária é de alta de 0,25 ponto na taxa, estabelecendo um intervalo entre 3,75% e 4%. Segundo o Bradesco, a inflação de agosto surpreendeu para cima, o que pode fortalecer o debate sobre a necessidade de elevar os juros, dado que três membros já votaram a favor de alta no encontro anterior.
No âmbito do governo brasileiro, o Ministério da Fazenda pode divulgar, no início da semana, portaria com detalhes sobre o pacote de incentivos fiscais para combustíveis. O texto trata de subsídios para o diesel e do aumento do imposto federal sobre gasolina e etanol.
A agenda doméstica inclui a divulgação do Relatório Focus pelo Banco Central, às 8h25 desta segunda-feira (15), e dados da balança comercial semanal, às 15h. Na terça-feira (16), o IBGE apresenta a Pesquisa Mensal de Comércio de julho, com indicação de 1% na margem mensal, e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto.
A quarta-feira concentra indicadores importantes, como o IPC-S e o IGP-10 da FGV, às 8h, e o índice IBC-Br de atividade econômica do Banco Central, às 9h, com projeção de -0,4%. O anúncio da taxa de juros brasileira ocorre às 18h30, enquanto o Fed divulga sua decisão às 15h. A semana termina com a segunda prévia do IGP-M da FGV, na sexta-feira (19), às 8h.

