O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou na Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira (24), em Nova York. A fala foi marcada pela saída de dezenas de enviados de diversos países do salão, além de vaias e gritos de delegados, enquanto manifestantes protestavam do lado de fora da sede da organização.
Netanyahu reagiu à saída das delegações pedindo que quem considerasse ter “covarde moral” também deixasse o recinto. O episódio ocorreu pouco depois do discurso de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP). A equipe do premiê israelense aplaudiu a fala, enquanto o presidente da sessão solicitou ordem no plenário.
Durante a apresentação, Netanyahu criticou o Irã e afirmou que a decisão de devastar as instalações nucleares do país foi necessária. Segundo o primeiro-ministro, se Israel não tivesse atacado, “todos estaríamos mortos”.
O histórico recente inclui ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no final de fevereiro, além de ofensivas unilaterais conduzidas por Israel em 2025, durante o conflito denominado Guerra dos 12 Dias.
Fora da ONU, manifestantes com faixas contra as ações de Israel em Gaza e na Cisjordânia foram detidos pela polícia de Nova York. Entre os presos estão a atriz Susan Sarandon e a candidata democrata ao Congresso, Darializa Avila Chevalier, conforme apuração da imprensa local.
No mesmo dia, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, publicou um vídeo plantando uma oliveira na Mansão Grace e jantando com famílias de Gaza. Na legenda da publicação, o prefeito escreveu: “Que a paz seja o nosso futuro”.


