Bernie Ecclestone, ex-dirigente da Fórmula 1, foi detido nesta segunda-feira (7) no Aeródromo de Tires, em Cascais, Portugal. Agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) encontraram uma espingarda sem a documentação exigida na bagagem do britânico, de 95 anos, que havia chegado da Suíça em seu jato particular.
A Divisão Aeroportuária da PSP localizou a arma durante uma operação de rotina. Ecclestone confirmou a detenção e disse que levava o equipamento para praticar tiro ao prato. Ele reconheceu que a documentação estava irregular e informou que não possuía o registro necessário, referido pelos agentes como “livro azul”.
Segundo o ex-dirigente, a situação foi resolvida após algumas horas. O episódio ocorreu em Portugal, mas não é a primeira vez que o britânico enfrenta problemas com armas em aeroportos.
Em 2022, Ecclestone foi preso por porte ilegal de arma no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Naquela ocasião, agentes encontraram uma pistola calibre .32 da marca LWSeecamp em sua bagagem. A arma estava sem munição, sem carregador e sem documentos.
No caso brasileiro, o ex-dirigente pagou fiança de R$ 6.000 e foi liberado para seguir viagem à Suíça. Ecclestone atuou como piloto e empresário no automobilismo desde os anos 1950.
Ele assumiu a equipe Brabham em 1971, vencendo dois títulos da categoria com o brasileiro Nelson Piquet, em 1981 e 1983. Posteriormente, vendeu a escuderia ao suíço Joachim Luthi por US$ 5 milhões.
O britânico presidiu a Associação de Construtores da Fórmula 1 (Foca) e comandou a área comercial da categoria até 23 de janeiro de 2017, quando deixou o cargo após a aquisição da F1 pela Liberty Media.


