O consumo de beterraba auxilia na regulação da pressão arterial e no aprimoramento do desempenho em atividades físicas. O efeito ocorre porque o vegetal é fonte de nitrato, composto que o corpo converte em óxido nítrico para relaxar e dilatar os vasos sanguíneos, segundo a apuração de agências internacionais.
Uma análise indicou que o suco de beterrabas cruas reduziu a pressão arterial em cinco pontos em pacientes com hipertensão. Gary Miller, chefe do departamento de saúde e ciência do exercício da Universidade Wake Forest, explicou que idosos e pessoas com obesidade, diabetes ou doenças cardiovasculares tendem a ter mais benefícios, pois produzem menos óxido nítrico naturalmente.
O impacto se estende à performance física. Andrew Coggan, fisiologista do exercício da Universidade de Indiana, informou que o óxido nítrico melhora o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio aos músculos. Uma meta-análise conduzida por Coggan apontou que o suco de beterraba elevou a potência muscular em 5% e aumentou a resistência em exercícios aeróbicos.
Coggan orientou que a ingestão do vegetal ou do suco ocorra pelo menos duas horas antes do exercício para que o organismo processe o nitrato. Ele afirmou que pessoas com melhor condicionamento físico têm menor probabilidade de sentir esses benefícios, já que a produção natural de óxido nítrico nesses indivíduos é elevada.
Estudos preliminares sugerem que o nitrato também favorece o fluxo sanguíneo cerebral. Miller observou que idosos com dieta rica em nitrato por 24 horas apresentaram maior circulação em regiões específicas do cérebro. A raiz também fornece folato, que previne o acúmulo de homocisteína, substância ligada ao declínio cognitivo em adultos.
Bethany Doerfler, nutricionista da Northwestern Medicine, disse que a beterraba inteira é mais saudável que o suco por preservar as fibras, que moderam a absorção do açúcar. A profissional recomendou assar levemente, cozinhar no vapor ou consumir crua para evitar que o calor prolongado degrade os antioxidantes.
Catherine Champagne, diretora do laboratório de epidemiologia nutricional da Universidade Estadual da Louisiana, alertou que o nitrato pode migrar para a água durante o cozimento. Por isso, sugeriu a utilização do líquido em vitaminas para evitar o desperdício dos nutrientes.


