Casas de apostas reforçaram nesta segunda-feira (28) que pretendem questionar na Justiça a medida provisória que proíbe as bets no Brasil e já começam a avaliar as perdas com a decisão. A Betano disse que prepara ações para proteger seus direitos, enquanto a Flutter Brazil, dona da Betnacional, analisa recurso.
A Betano afirmou em comunicado que “está preparando ações judiciais para proteger seus direitos no país, levando em conta sua licença de operação de cinco anos”. Já a Flutter Brazil, controladora da Betnacional, disse que está “analisando todas as opções disponíveis, incluindo a possibilidade de recurso”.
Na sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a medida provisória que proíbe imediatamente as casas de apostas de atuarem no Brasil. A decisão atinge também os chamados cassinos on-line, como jogos do Tigrinho ou Aviãozinho.
Os sites só poderão ficar no ar até o dia 5 de outubro, prazo dado para que os apostadores saquem eventuais créditos.
Muitas casas de apostas no Brasil são controladas por grupos estrangeiros e têm capital aberto, com ações negociadas em Bolsas internacionais. Como o anúncio ocorreu na sexta, após o fechamento do mercado, esses grupos divulgaram comunicados hoje para prestar esclarecimentos a seus acionistas.
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