O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, nesta terça-feira (1º), que elevará sua participação no Plano Brasil Soberano 3 para R$ 9,1 bilhões. A medida amplia o orçamento total do programa para R$ 22,6 bilhões, superando a previsão inicial de R$ 5 bilhões para a fatia do banco.
O programa foca no apoio a empresas brasileiras prejudicadas por tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos e por instabilidades decorrentes de conflitos internacionais. A expectativa é que a abertura para protocolar pedidos de empréstimo ocorra em 15 dias, seja diretamente no BNDES ou via instituições financeiras parceiras.
Do montante total, R$ 8,8 bilhões serão destinados a exportadores atingidos pelas tarifas americanas. Outros R$ 6,8 bilhões ficam reservados a empresas e fornecedores que operam com países do Golfo Pérsico, região impactada pela guerra entre EUA e Irã.
Os R$ 7 bilhões restantes serão distribuídos entre setores específicos: R$ 4 bilhões para empresas de adubos e fertilizantes e R$ 2 bilhões para companhias da cadeia de minerais críticos e estratégicos.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o plano é fundamental para ampliar o acesso ao crédito em um momento de instabilidade no comércio internacional. Segundo Mercadante, a nova etapa fortalece a indústria de fertilizantes e minerais críticos para o desenvolvimento do país.
As linhas de crédito contemplam capital de giro, exportação, aquisição de bens de capital, investimentos para adaptação ou ampliação da capacidade produtiva, além de inovação tecnológica. O banco informou que os encargos financeiros variarão conforme a finalidade de cada financiamento.

