O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firma nesta sexta-feira (25) um acordo com o governo do estado do Rio de Janeiro e a Coppe/UFRJ para integrar projetos de expansão do metrô. O plano abrange a Linha 2, a Linha 4 e a criação da Linha 3.
A parceria foca no trecho entre o Estácio e a Praça XV na Linha 2, e entre o Jardim Oceânico e o Recreio dos Bandeirantes, via Avenida das Américas, na Linha 4. O acordo também prevê a implantação da Linha 3, ligando São Gonçalo e Niterói à Praça XV. O BNDES não detalhou se haverá aporte de recursos da instituição.
Os projetos já somam R$ 46 milhões, sendo R$ 20 milhões destinados ao estado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e R$ 26 milhões em emendas parlamentares para a Coppe. A secretária estadual de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, informou que será necessário atualizar o Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU) para estimar a demanda atual.
Sakalem explicou que os estudos anteriores são de 2013, período anterior à pandemia de Covid, que alterou os hábitos de deslocamento da população. A definição de novas diretrizes deve ficar para a próxima gestão do governo estadual.
Guilherme Ramalho, CEO do Metrô Rio, afirmou que a prioridade deve ser a expansão de quatro quilômetros da Linha 2, do Estácio à Praça XV. Segundo Ramalho, a intervenção aumentaria a capacidade de oferta em mais de 35%, beneficiando moradores da Zona Norte e da Baixada Fluminense, além de preparar o sistema para a Linha 3.
Marcus Quintella, professor da FGV Transportes, disse que o prolongamento da Linha 2 já estava previsto nos estudos originais, mas a gestão de Sérgio Cabral optou por interligá-la à Linha 1. Quintella afirmou que a conexão na Praça XV permitiria a integração com outros modais e atenderia usuários da Ponte Rio-Niterói, que recebe cerca de 240 mil veículos por dia.


