O dólar comercial fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,125, nesta sexta-feira (11), enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão com queda de 0,56%, aos 187.206,89 pontos. O movimento refletiu a divulgação de dados de inflação e a quebra do sigilo de investigações envolvendo o Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A deterioração do sentimento nos mercados locais ocorreu no início da tarde. Investidores temem que as apurações sobre o Banco Master alterem a trajetória de crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. O parlamentar, candidato ao Planalto, é associado pelo mercado a uma gestão mais disciplinada das contas públicas.
No Brasil, o índice de preços registrou deflação de 0,32% em agosto, a maior queda em quatro anos. O resultado levou a inflação acumulada em 12 meses para 4,22%. O número foi impulsionado por uma redução de 7,63% na tarifa de energia elétrica, reflexo do bônus de Itaipu, e reforçou a aposta por cortes na taxa Selic, que está em 14% ao ano.
Nos Estados Unidos, o CPI subiu 0,4% em agosto, com o núcleo da inflação avançando 0,3%, acima da expectativa de 0,2%. A inflação anual americana ficou em 3,4%, o que aumenta as chances de o Federal Reserve elevar os juros na próxima semana devido à persistência das pressões de preços.
O petróleo Brent recuou 2,81%, fechando a US$ 104,61, e o WTI caiu 2,37%, a US$ 100,05. Apesar da queda no dia, as commodities fecharam a semana com altas de 8,65% e 9,37%, respectivamente. A volatilidade ocorre após ataques de houthis apoiados pelo Irã na Arábia Saudita e a tomada de Mokha, no Iêmen, ponto estratégico no Estreito de Bab el-Mandeb.

