As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta terça-feira (1º), pressionadas pela alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos soberanos. O movimento ocorreu após a retomada de hostilidades entre Estados Unidos e Irã, o que elevou temores inflacionários e apostas em juros mais altos no continente.
O petróleo Brent subiu mais de 3% acompanhando as tensões no Oriente Médio. Na segunda-feira, o Irã atacou duas bases americanas na Jordânia em retaliação a uma ofensiva dos EUA contra a Ilha de Larak. A liquidação de Treasuries também levou os rendimentos aos níveis mais altos em meses.
Em Milão, o FTSE MIB teve a maior queda, de 1,33%, fechando a 51.915,18 pontos. O DAX, em Frankfurt, recuou 1,14% para 25.958,31 pontos. O Ibex 35, em Madri, caiu 0,84% (19.805,50 pontos), enquanto o CAC 40, em Paris, recuou 0,39% (8.301,85 pontos) e o FTSE 100, em Londres, baixou 0,32% (10.789,28 pontos). Apenas o PSI 20, em Lisboa, subiu 0,44%, atingindo 9.478,42 pontos.
O cenário econômico foi impactado pela aceleração do CPI anual na zona do euro, que passou de 2,9% em julho para 3,3% em agosto. O núcleo do indicador desacelerou para 2,4%. Segundo o KBC Bank, a alta global dos yields reflete a combinação de energia cara, política monetária restritiva e maiores prêmios de risco fiscal.
Setores de defesa e automotivo foram penalizados. A Rheinmetall caiu mais de 3% e a WPP recuou quase 4% após a notícia de que o grupo pretende cortar cerca de mil empregos até o fim do ano. Na Suíça, o UBS perdeu perto de 1%, apesar de parlamentares suavizarem exigências de capital para a instituição.
As petroleiras operaram na contramão do mercado. A TotalEnergies avançou 2,70% em Paris, a Repsol subiu 2,61% em Madri e a Galp teve alta de 1,36% em Lisboa. Em Londres, a Reckitt Benckiser registrou alta de mais de 4%.

