O Brasil abriu 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (29). O saldo é 183,1% maior que o de julho, quando foram criados 58.568 empregos.
Na comparação com agosto do ano passado, a criação de vagas subiu 7,2%, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Em 2025, o mesmo mês registrou 154.683 postos, em dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Apesar da alta, o resultado é o segundo pior para meses de agosto desde 2020, à frente apenas do registrado no ano passado. Mudanças na metodologia do Caged impedem comparações com períodos anteriores.
De janeiro a agosto, o acumulado de vagas formais foi de 1.134.033, queda de 25,2% ante os 1.516.881 postos criados nos oito primeiros meses de 2025.
Todos os cinco setores pesquisados criaram empregos em agosto. Serviços lideraram, com 110.346 vagas, puxados por educação (25.416), saúde humana e serviços sociais (19.142) e transporte, armazenagem e correio (16.819). Construção civil abriu 20.848 postos, indústria, 16.613, e comércio, 16.565. A agropecuária registrou saldo de 1.452 vagas, mês tradicionalmente fraco por causa do início do plantio.
Entre as regiões, o Sudeste liderou com 73.167 vagas, seguido por Nordeste (59.356), Norte (13.603), Sul (10.850) e Centro-Oeste (8.699). São Paulo criou 42.533 postos, Rio de Janeiro, 20.886, e Pernambuco, 13.428. Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287) eliminaram vagas, segundo o ministério, por fatores como fim da safra de café e demissões na indústria do fumo.
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.410,74, redução de 0,03% ante julho e alta de 1,02% na comparação anual. O estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48.244.696, alta de 1% no mês.


