O Brasil apresentou, nesta terça-feira (15), em Wuhan, na China, os avanços do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). A exposição ocorreu na abertura da China Carbon Market Conference de 2026, evento que reuniu mais de 400 lideranças do governo chinês, representantes do setor privado e organismos multilaterais.
A Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, detalhou no painel Two Lakes Dialogue a estratégia nacional de integrar a descarbonização regulada ao desenvolvimento sustentável. A iniciativa é tratada como vetor de transformação ecológica e desenvolvimento tecnológico e social do país.
Em reunião bilateral com o vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, Li Gao, as duas nações discutiram o suporte mútuo na Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono (OCCCM). O encontro resultou no avanço de um Memorando de Entendimento (MoU) sobre cooperação em mercados de carbono, com assinatura prevista para a COP31, em novembro, na Turquia.
A comitiva brasileira também se reuniu com representantes da Indonésia e da Coreia do Sul. O Brasil convidou formalmente os dois países asiáticos a ingressarem na Coalizão Aberta, após a aprovação do plano de trabalho quinquenal do grupo na segunda-feira (14). As conversas focaram no intercâmbio de experiências e no cumprimento do Artigo 6 do Acordo de Paris para atrair investimentos ao Sul Global.
A agenda técnica do Ministério da Fazenda em Wuhan termina no dia 19 de setembro. A programação inclui apresentações da SEMC sobre regulação de mercados voluntários e critérios de integridade para compensações.
Nesta quinta-feira (17) e sexta-feira (18), a equipe brasileira realiza missão de estudos no China Resources Group (CRC). O objetivo é analisar a infraestrutura do registro central do mercado regulado de carbono e as plataformas de negociação utilizadas pelos chineses.

