O Brasil registrou 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o maior contingente da série histórica iniciada em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número de desocupados caiu para 6,1 milhões, o menor volume já registrado pela pesquisa. A força de trabalho do país soma 109,1 milhões de pessoas, enquanto 65 milhões permanecem fora do mercado. Os comparativos históricos do instituto desconsideram os anos de 2020 e 2021 devido aos impactos da pandemia de Covid-19 na coleta de dados.
Desde 2012, o total de ocupados cresceu 15,4%, subindo de 89,3 milhões para os atuais 103 milhões. O nível de ocupação da população brasileira chegou a 59,1% em 2025, o que representa uma alta de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior e a recuperação de 3,8 pontos percentuais frente ao mínimo de 55,3% registrado em 2017.
A participação feminina apresentou avanço mais acelerado. O país contabilizou 44,8 milhões de mulheres ocupadas, equivalente a 43,5% da população total empregada. A ocupação entre as mulheres cresceu 20,5% desde 2012, com a entrada de 7,6 milhões de trabalhadoras. Já os homens somaram 58,2 milhões de ocupados, alta de 11,7% no período, com acréscimo de 6,1 milhões de pessoas.
O crescimento foi impulsionado pelos setores de serviços e administração pública. Entre 2012 e 2025, as áreas de administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais adicionaram 4,9 milhões de trabalhadores. Segmentos de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas incorporaram outros 3,8 milhões de ocupados.
Setores tradicionais perderam espaço na estrutura do emprego. A agropecuária registrou a redução de 2,3 milhões de ocupados entre 2012 e 2025. As áreas de construção e de serviços domésticos também apresentaram queda no período.


