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Brasil compensa queda de exportações para os EUA com novos parceiros

Carla Fernandes
Última atualização: 14 de setembro de 2026 11:22
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta segunda-feira (14) que o Brasil conseguiu compensar parte das perdas nas exportações para os Estados Unidos por meio de novos parceiros comerciais. A queda ocorreu após o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, que atingiram 37,5%.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as vendas brasileiras para os Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 17,4 bilhões. Para contrabalançar o resultado, o governo informou que ampliou em 10,5% o comércio exterior com 57 países no mesmo período.

Márcio Elias explicou que o avanço não dependeu apenas da aproximação com a China, mas incluiu relações com Indonésia, Vietnã e outros mercados da Ásia e América do Sul. O ministro classificou a diversificação como uma resposta ao enfraquecimento do sistema multilateral de comércio e criticou barreiras consideradas injustificadas.

Durante o evento, o ministro afirmou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) nunca fez tanta falta e que o cenário global caminha para a reorganização em blocos. Nesse sentido, citou a importância de acordos como os do Mercosul com Singapura e a União Europeia.

Sobre os minerais críticos, Rosa declarou que o Brasil possui a segunda maior reserva conhecida, mas ainda não industrializa esses recursos. Ele afirmou que o país não dominará a cadeia sozinho, que hoje está concentrada nos Estados Unidos e na China, e que a estratégia deve ser buscar parceiros para evitar que os minerais sejam exportados apenas como commodities.

O ministro defendeu que a política para minerais críticos seja tratada como política de Estado para garantir segurança jurídica e atrair investimentos de longo prazo. Ele sinalizou que ainda não há definição interna no governo sobre quais acordos serão firmados na área.

As declarações foram feitas durante o seminário Brasil Hoje, realizado na Casa Fasano, em São Paulo, que reuniu ministros, congressistas e empresários para discutir os desafios do país.

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