A jornalista Maria Cândida participa, no dia 23 de setembro, de uma discussão internacional em Nova York sobre a melhoria dos cuidados com mulheres na menopausa. A mobilização busca transformar o tema, antes tratado como questão íntima, em um debate sobre saúde pública, longevidade e vida profissional.
Cândida é uma das colíderes brasileiras do Power in Menopause, iniciativa que articula profissionais e organizações de diversas áreas. Ela atua ao lado de Nísia Trindade Lima, pesquisadora em saúde pública e ex-ministra da Saúde, para levar a discussão para além dos consultórios médicos.
A estimativa é de que 1,2 bilhão de mulheres estejam na menopausa ou pós-menopausa globalmente até 2030. Segundo os dados, quatro em cada cinco dessas mulheres devem apresentar sintomas físicos, emocionais ou cognitivos, o que amplia a necessidade de profissionais preparados e tratamentos disponíveis.
Os efeitos da fase também impactam a rotina laboral. Ondas de calor, alterações no sono, mudanças emocionais e dificuldade de concentração são fatores que interferem no trabalho e na vida adulta, extrapolando a esfera médica.
A jornalista afirmou que a reunião de ministros da Saúde, pesquisadores, empresas e organismos internacionais muda o lugar que o tema ocupa no mundo. Para ela, a menopausa não é um assunto de nicho, mas envolve economia, trabalho e saúde pública.
Cândida declarou que é significativo contribuir para que o Brasil tenha voz nessa transformação, considerando que mais de 1 bilhão de mulheres atravessam essa fase atualmente.


