O Brasil ocupa a segunda posição global em volume de cookies roubados, com 2,83 bilhões de registros capturados por criminosos entre junho de 2025 e junho de 2026. Os dados constam em estudo publicado em agosto de 2026, apontando que apenas a Índia registrou número superior, com 4,68 bilhões de arquivos.
O volume de registros não corresponde ao número de pessoas afetadas, pois um único computador comprometido pode armazenar centenas ou milhares de cookies. Esses arquivos de texto guardam preferências, itens de carrinhos de compras e dados de autenticação nos navegadores.
O roubo de cookies de sessão permite que invasores acessem contas sem a necessidade de senhas. O sistema reconhece o acesso como legítimo, técnica que especialistas chamam de sequestro de sessão.
A apuração indica que malwares como o BoryptGrab são capazes de roubar credenciais e informações armazenadas no navegador. Extensões maliciosas também podem abusar de permissões para ler e alterar dados nos sites visitados.
Para reduzir os riscos, a recomendação é o uso de ferramentas antimalware e redes virtuais privadas (VPN), que criptografam o tráfego de internet. A cautela com links e anexos recebidos via engenharia social também é apontada como medida preventiva essencial.

