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Leitura: Brasil reduz diferença de desempenho escolar para países ricos
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Brasil reduz diferença de desempenho escolar para países ricos

Carla Fernandes
Última atualização: 8 de setembro de 2026 09:28
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O Brasil reduziu a diferença de desempenho escolar em relação aos países desenvolvidos nas últimas duas décadas, embora continue com resultados inferiores à média global. Os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), avaliam alunos de 15 anos.

O país registrou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. A média de 23 países da OCDE foi de 466, 469 e 486, respectivamente. Como cada 20 pontos equivalem a um ano escolar, o Brasil apresenta um atraso de cerca de 4,6 anos em matemática em comparação aos membros da organização.

A distância diminuiu entre 2006 e 2025. Em leitura, a diferença caiu de 102 para 58 pontos. Em matemática, recuou de 131 para 92, enquanto em ciências a diferença baixou de 113 para 77 pontos. A disciplina de ciências teve a maior evolução no ciclo atual, subindo de 403 para 409 pontos em relação a 2022.

O levantamento, que envolveu 30.140 estudantes brasileiros, indica que o país recuperou o desempenho pré-pandemia em ciências e teve perdas menores em leitura e matemática do que a média da OCDE. No Brasil, a avaliação é aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Sobre o uso de tecnologia, 81% dos alunos brasileiros frequentam escolas com restrições ao uso de celulares, contra 37% em 2022. O índice supera a média da OCDE, que é de 49%. Em nota, o MEC afirmou que o resultado reflete a implementação da Lei 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de aparelhos na educação básica.

A pesquisa também aponta que 84% dos estudantes brasileiros acreditam que podem gerar impactos positivos para o meio ambiente. Além disso, a parcela de alunos que considera a escola uma perda de tempo caiu para 16%, índice inferior aos 24% observados na média da OCDE.

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