O brasileiro Adinazio Vinicius Soares Dias Barbosa, de 30 anos, admitiu ser culpado por tráfico de drogas e armas nos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pelo Departamento de Justiça nesta quinta-feira (10). Apontado como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) no país, ele fornecia fentanil e cocaína para criminosos em Massachusetts.
Barbosa, conhecido como Panda, foi detido no dia 1º de julho em uma rodovia da Carolina do Sul após monitoramento do FBI. Durante a abordagem, ele tentou fugir a pé, mas foi preso em um canteiro da estrada. No veículo, os agentes localizaram nove rifles e munições.
O acusado confessou que as armas foram compradas em território americano e seriam levadas a um negociador em Miami, na Flórida. O destino final do armamento seria o Paraguai e, posteriormente, o Brasil.
A investigação chegou ao suspeito após a prisão de outro brasileiro, Rodrigo de Jesus Amador, em março de 2025. O FBI periciou celulares apreendidos com Amador e identificou um aparelho pertencente a Barbosa. No dispositivo, foram encontradas negociações de entorpecentes e arquivos no iCloud com a imagem de dois pandas e a frase “Sintonia Geral dos Estados Unidos”.
Agentes do FBI identificaram ainda conversas com um número da Espanha que continha imagens de portos americanos e carregamentos de drogas. A suspeita é que as substâncias fossem enviadas para um porto na Carolina do Sul.
Barbosa entrou nos EUA em fevereiro de 2014 com visto de não imigrante, expirado em junho do mesmo ano. Seu histórico criminal em Massachusetts inclui prisões por agressão física contra familiar, intimidação, destruição de propriedade e tráfico de drogas.
Em maio, o governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs). A medida causou atritos com autoridades brasileiras, que alegam risco de intervenção estrangeira no Brasil.

