Quase 9 milhões de brasileiros estavam inadimplentes simultaneamente com instituições financeiras tradicionais e fintechs em julho deste ano, segundo dados da Serasa Experian. O número representa um crescimento de 355% em comparação a dezembro de 2019, período em que a quantidade de pessoas nessa situação era significativamente menor.
O avanço ocorre em um cenário de alto comprometimento da renda familiar. Atualmente, o brasileiro gasta, em média, 74% dos ganhos com despesas gerais, o que abrange financiamentos e contas básicas.
Para quem recebe até um salário mínimo, de R$ 1,6 mil, esse índice de comprometimento chega a quase 88%. Entre os consumidores que ganham entre um e dois salários mínimos, o percentual é de 87%.
A apuração indica que o consumidor não substitui uma instituição financeira por outra ao buscar crédito, mas acumula relacionamentos com diferentes empresas. O grupo com dívidas em ambos os tipos de instituições foi o que apresentou a maior taxa de crescimento.
O número de inadimplentes apenas com fintechs subiu 74% desde dezembro de 2019. Já entre aqueles com pendências somente em instituições financeiras tradicionais, a alta foi de 56%.
Ao analisar o sistema financeiro como um todo, o total de negativados aumentou 77% no período avaliado.

