Uma pesquisa da Alfa Inteligência, divulgada nesta quinta-feira (24), aponta que 72% dos brasileiros que conhecem as investigações sobre o Banco Master consideram que as autoridades estão tratando o caso com menos rigor do que deveriam. O levantamento ouviu 2,7 mil pessoas entre os dias 18 e 23 de setembro.
Para 13% dos entrevistados, o rigor empregado nas apurações é adequado, enquanto 1% avalia que as autoridades estão sendo mais rigorosas do que deveriam. Outros 14% não souberam ou não responderam à pergunta. O estudo revela que 68% da população acompanhou ou ouviu falar das investigações.
Dentre os que conhecem o caso, 45% afirmaram que as apurações alcançam apenas algumas das pessoas que deveriam ser investigadas. Outros 35% consideram que as diligências não chegam aos principais envolvidos. Apenas 10% avaliaram que todas as pessoas que deveriam ser alvo das investigações estão sendo alcançadas.
No total, 80% dos entrevistados com conhecimento do caso não consideram que a investigação esteja atingindo integralmente os envolvidos. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02512/2026, utilizou perguntas estimuladas com opções de resposta pré-definidas.
O levantamento também mediu a confiança da população no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os dados, 41% dos entrevistados afirmaram confiar pouco na Corte e 31% disseram não confiar. Apenas 18% declararam confiar muito no STF, enquanto 10% não souberam responder.
Somadas as respostas de quem confia pouco ou não confia, 72% dos entrevistados não possuem confiança elevada no Supremo. A pesquisa apresenta margem de erro de 1,8 ponto porcentual, com nível de confiança de 95%.

