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Brics defende comércio global aberto em cúpula na Índia

Carla Fernandes
Última atualização: 13 de setembro de 2026 10:18
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

Líderes dos países membros do Brics encerraram, neste domingo (13), uma cúpula de dois dias na Índia com a defesa da cooperação e do crescimento econômico global inclusivo. O bloco, que inclui Brasil, China, Rússia e Índia, pediu a promoção de um sistema de comércio aberto e baseado em regras.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anfitrião do evento, afirmou que os países do grupo representam metade da população mundial e 40% do PIB do planeta. Modi declarou aos presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia, que a força do bloco reside na diversidade e na cooperação para o progresso da humanidade. Putin defendeu a criação de uma ordem mundial multipolar mais justa.

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chefe da delegação enviada pelo presidente Lula. Em declaração conjunta emitida no sábado (12), os governantes instaram as partes em conflito no Oriente Médio a exercerem a máxima moderação. O grupo também reafirmou apoio à Organização Mundial do Comércio (OMC) como centro de um sistema comercial transparente e equitativo.

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu que o bloco rejeite todas as formas de protecionismo. A fala ocorre menos de duas semanas antes de sua visita a Washington e faz alusão à guerra tarifária iniciada por Donald Trump após retornar à Casa Branca em janeiro de 2025. Xi deixou a Índia neste domingo após a conclusão dos trabalhos.

A visita de Xi Jinping foi a primeira à Índia desde 2019, representando um avanço no relacionamento entre as duas potências nucleares após confronto militar na fronteira tibetana há seis anos. Modi e Xi Jinping discutiram a necessidade de corrigir o desequilíbrio estrutural no comércio bilateral, visto que o déficit da Índia com a China atingiu US$ 112 bilhões no ano fiscal de 2025-2026.

A chegada do líder chinês provocou protestos de dezenas de tibetanos exilados em Nova Délhi. O grupo manifestou descontentamento com a presença de Xi no país que abriga o líder espiritual Dalai Lama desde 1959.

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