A Caixa Econômica Federal decidiu recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar encerrar a greve nacional dos bancários, iniciada no dia 10 de setembro. A medida ocorre após uma tentativa de conciliação mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) terminar sem acordo nesta quarta-feira (23).
O banco informou que apresentará um pedido de dissídio coletivo ao TST. A instituição afirmou, em nota, que a ação busca uma solução institucional para o conflito, visando garantir segurança jurídica e previsibilidade para as partes envolvidas. A Caixa declarou que cumprirá as determinações estabelecidas pela Justiça do Trabalho.
O principal ponto de divergência nas negociações é o Saúde Caixa. Os funcionários rejeitaram três propostas da empresa, sendo a última recusada em assembleias realizadas na noite de segunda-feira (21). Um dos pontos criticados é o aumento da cobrança por consultas em pronto-atendimento, que passaria de R$ 75 para R$ 120, alta de 60%.
Na proposta mais recente, a Caixa sugeriu elevar de 6,5% para 9% o limite de participação sobre a folha de pagamento para custeio do plano a partir de 2027. O modelo prevê que não haja reajuste nas mensalidades em 2026 e que o banco assuma o déficit do plano. A partir de 2027, o titular pagaria 3,7% da remuneração-base, com mensalidade de R$ 560 para cada dependente direto.
Para dependentes indiretos, os valores seriam de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. A proposta também assegura o reajuste salarial de 4,6% já concedido aos demais bancários do país, índice 0,6 ponto acima da inflação do período.
Os trabalhadores argumentam que o custo do plano pode consumir o ganho real do reajuste salarial. Atualmente, o funcionário contribui com 3,5% da remuneração-base, paga R$ 75 por consulta em pronto-atendimento e R$ 480 por dependente direto, com limite de 7% da remuneração-base para a soma das mensalidades.

