Empregados da Caixa Econômica Federal votam na segunda-feira (21), via plataforma eletrônica, uma nova proposta apresentada pelo banco para encerrar a greve que chega ao oitavo dia nesta quinta-feira (17). A oferta foi entregue ao Comando Nacional dos Bancários após rodada de negociações realizada em São Paulo.
O texto prevê que a participação da instituição no custeio do Saúde Caixa suba de 6,5% para 9% da folha a partir de 2027. Para o ano de 2026, a proposta estabelece a ausência de reajuste nas mensalidades, com a Caixa assumindo o déficit. A partir de 2027, o titular pagará 3,7% da remuneração-base.
A oferta reduz a taxa de consulta em pronto atendimento de R$ 150 para R$ 120, mantendo a telemedicina sem coparticipação. O banco sugere ainda a criação de um grupo de trabalho em até 60 dias para discutir gestão, governança e novas receitas do plano de saúde, com reuniões mensais.
No Super Caixa, a premiação subiria de 25% para 50% ainda em 2026. O documento também prevê que não haverá penalização de empregados no Figital e no Genesys este ano, com a alteração do intervalo do indicador de cinco para dez minutos em 2027.
Questões como trabalho remoto e o PFG serão tratadas no GT Trajetória, enquanto a Deloitte conduzirá estudo para um novo piso salarial de empregados de Tecnologia da Informação.
Se o acordo for aprovado até o dia 21, a Caixa prevê realizar, no dia 30, o pagamento da PLR, do Super Caixa, do bônus e de um prêmio de R$ 3 mil. O banco informou que a negociação busca uma solução que preserve os interesses dos trabalhadores, da instituição, dos clientes e da sociedade.


