A Caixa Econômica Federal apresentou pedido de dissídio coletivo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quinta-feira (24). A medida ocorre após a greve geral dos trabalhadores completar 13 dias e as tentativas de acordo entre a instituição e os sindicatos fracassarem.
O processo será relatado pelo ministro Maurício Godinho Delgado, mas ainda não há data marcada para o julgamento. Na quarta-feira (23), o banco obteve autorização judicial para abrir as agências, permitindo que gerentes realizassem o atendimento aos clientes.
Em comunicado, a Caixa informou que buscou melhorar a proposta por meio do pagamento de um bônus de R$ 3 mil por empregado. A instituição declarou que manteve amplo diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores durante o período.
Representantes do movimento sindical afirmam que o reajuste do plano de saúde, especialmente para funcionários em cargos de gerência, é um dos pontos de impasse. Assembleias mantiveram a paralisação, apesar do apelo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à CUT, pelo fim da greve.
O reajuste salarial geral foi conduzido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A convenção coletiva estabeleceu aumento pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somado a um ganho real de 0,6%, totalizando 4,60%. Os benefícios seguirão o mesmo índice.
A proposta da Caixa mantém as regras atuais de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), enquanto um dos avanços nas negociações gerais foi a antecipação do pagamento desse benefício. Funcionários do Banco do Brasil também realizaram paralisações pontuais, que já foram encerradas.


