A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato Flávio Bolsonaro, seu vice, Alfredo Gaspar, e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nesta quinta-feira (24). A petição aponta suspeitas de abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
O Partido dos Trabalhadores (PT) também recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a abertura de uma investigação sobre interferência estrangeira nas eleições. As duas iniciativas focam em alegações de que estruturas e recursos externos estariam beneficiando a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A coordenação jurídica da campanha petista informou que o caso envolve articulações com autoridades dos Estados Unidos, além de tarifas, sanções e a possível utilização de recursos estrangeiros. Na ação enviada ao TSE, o partido pede a investigação da Rockbridge Network, organização norte-americana que financia campanhas conservadoras.
O documento menciona reportagens do site Amado Mundo que levantaram suspeitas sobre a atuação da organização em favor da chapa. Angelo Ferraro, coordenador jurídico de Lula, afirmou que a medida busca esclarecer a origem de eventuais recursos e a atuação de agentes externos.
Entre os pedidos do PT estão a tomada de depoimentos, a requisição de documentos a órgãos públicos e a quebra de sigilos. A legenda solicita que, se as suspeitas forem confirmadas, a Justiça Eleitoral avalie a cassação da chapa e a inelegibilidade dos envolvidos.
As acusações dependem de apuração pelas autoridades. A apresentação das ações não representa conclusão sobre a responsabilidade de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar ou Eduardo Bolsonaro, nem confirma a existência de financiamento estrangeiro.

