A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu R$ 40,98 milhões até as 18h24 desta sexta-feira (11), conforme dados repassados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O montante é inferior aos R$ 47,87 milhões arrecadados por Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na corrida eleitoral.
A direção nacional do PT foi a principal fonte de recursos, transferindo R$ 40,15 milhões, o que representa 97,97% do total. Desse valor, R$ 40 milhões provêm do Fundo Eleitoral e R$ 150 mil do Fundo Partidário.
Entre os doadores individuais, Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, contribuiu com R$ 500 mil. O empresário do setor de biodiesel também destinou a mesma quantia para a campanha de Flávio Bolsonaro. Outros repasses incluem R$ 118,4 mil de financiamento coletivo e R$ 40 mil cada de Jones Alexandre Barros Soares, diretor da Transpetro, e Mayra Cristina da Luz Padua Guimaraes.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, doou R$ 24 mil, enquanto o tesoureiro da campanha, José de Filippi Jr., contribuiu com R$ 300. O PT definiu em julho que reservaria 20,64% de sua cota do Fundo Eleitoral para a reeleição do presidente, valor próximo a R$ 127 milhões.
Neste ano, o PT tem direito a R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral, superando os R$ 499,6 milhões de 2022. O montante total destinado aos 30 partidos em 2026 é de R$ 4,9 bilhões, mesma quantia de 2022. O PL é a sigla que mais recebe recursos, com R$ 881,7 milhões.
O TSE manteve os limites de gastos para as candidaturas à Presidência. Cada candidato pode gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno e R$ 44,4 milhões em um eventual segundo turno.

