O comando da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê gastar R$ 12 milhões, provenientes do fundo eleitoral, com impulsionamento de conteúdo no primeiro turno da eleição deste ano. O montante equivale a quase 15% do total de recursos que serão repassados ao candidato.
A despesa com impulsionamento concentra-se na Meta, empresa controladora do Facebook e do Instagram. A decisão ocorre após o Google proibir a veiculação de anúncios políticos no Brasil durante as eleições municipais de 2024. Para viabilizar o investimento digital, a coordenação tem economizado em outras frentes, como a realização de atos de rua.
A campanha deve receber R$ 85 milhões do fundo eleitoral para o primeiro turno. O teto de gastos para a disputa presidencial, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é de R$ 88,9 milhões. Até quarta-feira, o Partido dos Trabalhadores (PT) já havia contratado R$ 64,6 milhões em despesas.
O maior contrato registrado é com a Delta3 Comunicação e Projetos Ltda, no valor de R$ 31 milhões. A empresa pertence aos publicitários Chico Kértesz e Raul Rabelo, sendo este último o marqueteiro oficial da campanha. A Meta já recebeu R$ 2,6 milhões.
Nos dois turnos da eleição de 2022, a campanha de Lula gastou R$ 25,2 milhões com impulsionamento, o que representou 19,18% das despesas totais daquela disputa, sem utilizar a Meta. No mesmo período, o então candidato Jair Bolsonaro gastou R$ 33 milhões com a mesma finalidade, valor que correspondeu a 37% dos custos do candidato do PL.

