Cancelamentos de voos realizados por companhias aéreas com menos de 30 dias de antecedência afetaram 786,2 mil passageiros entre junho e agosto deste ano. O volume representa uma alta de 14,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da empresa AirHelp.
A apuração analisou a base de 34,5 milhões de passageiros, número superior aos 27,5 milhões monitorados em 2025. A AirHelp informou que o crescimento dos cancelamentos ocorre paralelamente à expansão do fluxo nos aeroportos nacionais.
Os atrasos com duração de duas horas ou mais também registraram alta de 17,9%, saltando de 210,3 mil pessoas afetadas no ano anterior para 247,9 mil agora. O mês de agosto concentrou o maior avanço desse indicador, com crescimento de 45,4%, passando de 55,3 mil para 80,4 mil passageiros impactados.
Em julho, os cancelamentos afetaram 335,3 mil pessoas, alta de 6,3% em relação aos 315,4 mil registrados no mesmo mês de 2025. No entanto, os atrasos superiores a duas horas recuaram 8,2% no período, caindo de 90,4 mil para 83 mil passageiros, apesar do aumento de 29,6% no fluxo de viajantes.
O Aeroporto do Galeão liderou em volume absoluto de cancelamentos, com 84,8 mil passageiros afetados, seguido por Guarulhos, com 83,6 mil, e o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, com 51,5 mil. Já nos atrasos de pelo menos duas horas, Guarulhos registrou o maior número de casos, com 60,6 mil.
A rota Guarulhos–Porto Alegre teve o maior número de passageiros atingidos por cancelamentos, com 12,9 mil pessoas. No quesito atrasos prolongados, a conexão Guarulhos–Santiago liderou a lista com 5,8 mil afetados. O estudo considerou o volume absoluto de passageiros e não a taxa de desempenho operacional dos terminais.

