Os principais candidatos à Presidência em 2026 apresentam propostas para melhorar a educação pública brasileira, com convergência na alfabetização na idade certa e na ampliação do ensino técnico, mas divergências em escolas cívico-militares e formação docente. O diagnóstico recente do Pisa mostra que 49% dos estudantes de 15 anos no país têm habilidades de interpretação de texto.
Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), da OCDE, indicam que menos da metade dos estudantes brasileiros de 15 anos possuem habilidades de interpretação de texto. Os números se mantiveram estáveis nas últimas avaliações, mas ficam abaixo da média da OCDE em leitura, matemática e ciências.
Na alfabetização, Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) defendem o método fônico, base da Política Nacional de Alfabetização (PNA), instituída em 2019 e revogada em 2023. Especialistas avaliam que adotar um único método é um retrocesso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer manter o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com meta de 80% das crianças alfabetizadas na idade certa.
Romeu Zema (Novo) propõe revisar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fortalecer o Saeb. Ronaldo Caiado (PSD) defende um pacto nacional pela alfabetização e matemática na idade certa, com formação e material baseado em evidências. Augusto Cury (Avante) promete investir na alfabetização, sem detalhar metodologias.
No ensino técnico, Lula prevê expansão dos institutos federais, com prioridade para o interior e periferias. Cury quer incentivar o ensino técnico integrado ao médio e criar um programa de inserção produtiva da juventude. Flávio Bolsonaro propõe parcerias com o setor produtivo e uma Política Nacional de Formação de Talentos. Renan Santos defende realocar investimentos de cursos bacharelescos para áreas de STEM.
Escolas cívico-militares aparecem nos planos de Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Zema. O modelo, que compartilha gestão com órgãos de segurança, foi descontinuado em 2023, mas alguns estados mantiveram a iniciativa. Renan Santos cita El Salvador como inspiração e propõe ranquear escolas mais violentas. Zema defende liberdade de escolha e regulamentação do homeschooling.
Na formação docente, Zema promete priorizar prática em sala de aula e evidências científicas. Caiado quer elevar o padrão das licenciaturas e oferecer bolsas a bons estudantes. O programa de Lula promete manter o Piso Nacional do Magistério, conforme o texto original.


