Candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram seus planos de governo com foco em medidas para a educação pública estadual. As propostas, exigidas pela lei eleitoral, variam desde a proibição de parcerias com a iniciativa privada e a expansão de escolas militares até investimentos bilionários em creches e a modernização de escolas técnicas.
Raquel Lyra (PSD) propõe investir R$ 1,96 bilhão na construção de 250 novas creches públicas e foca na alfabetização de duas em cada três crianças na idade certa. O plano prevê a expansão da Universidade de Pernambuco (UPE) com reformas e novos campi em Arcoverde, Caruaru, Petrolina e Nazaré da Mata, além da qualificação digital via Programa Trilhatec.
João Campos (PSB) defende a universalização do Ensino Médio em tempo integral e a criação de um campus da UPE voltado à moda em Caruaru. O candidato propõe a oferta de 10 mil vagas no programa Embarque Digital no interior, com cotas raciais, e a articulação com o Governo Federal para instalar um centro tecnológico nos moldes do ITA ou IME.
Na vertente oposta, Guilherme Fonseca (PSTU) e a Professora Camila (UP) propõem a extinção de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e terceirizações. Fonseca sugere a revogação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Novo Ensino Médio, enquanto Camila propõe a abolição de vestibulares e a vinculação de 10% do PIB do estado para a educação pública.
Jeremias Cosmo (Democrata) foca na ampliação de escolas militares e na criação do Instituto Estadual de Robótica e Inteligência Artificial. O plano inclui bonificação por desempenho para professores e a implementação do Programa Jovem Aprendiz com empresas privadas. Já Renan Hallais (Missão) sugere a gestão de Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) por consórcios empresariais e a atuação de agentes de segurança como mediadores de conflitos em 80 escolas.
Ivan Moraes (PSOL) propõe um pacto com municípios para alfabetização e matemática até o 2º ano do Ensino Fundamental, além de cotas para pessoas trans na UPE. Victor Assis (PCO) defende a estatização de todo o ensino privado pago, eleição direta para cargos de gestão escolar e piso salarial de R$ 8,5 mil para o magistério.


