Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. Os documentos, disponíveis no portal DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), detalham as prioridades de cada postulante para a área da educação, abrangendo desde a alfabetização até o ensino superior.
Gabriel Souza (MDB) propõe a criação do programa Profissão na Mão, com investimento de R$ 600 milhões anuais para gerar 80 mil vagas de ensino técnico até 2030. O candidato prevê a ampliação do Alfabetiza Tchê e a expansão da educação infantil e do ensino em tempo integral.
Luciano Zucco (PL) foca na alfabetização e fluência leitora até o fim do 2º ano, além de propor a ampliação de escolas cívico-militares e dos Colégios Tiradentes em áreas vulneráveis. O plano inclui a integração de dados de frequência para identificar alunos em risco de abandono.
Juliana Brizola (PDT) sugere a implantação gradual de Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) e a criação de um Pacto Gaúcho pela Alfabetização com os 497 municípios. A candidata defende a eleição de diretores e o transporte escolar gratuito para a zona rural.
Marcelo Maranata (PSB) propõe a criação de 2 mil Escolas de Empreendedores e o programa Férias na Escola, que manteria unidades abertas nos recessos. O plano prevê parcerias com Sebrae, Senai, Senac e universidades para aproximar o ensino médio das vocações regionais.
Cesar Pontes (PCO) defende a estatização do ensino privado, o fim dos vestibulares e a fixação de um piso salarial nacional para professores de R$ 8,5 mil. A proposta inclui a jornada máxima de 30 horas semanais para docentes e a liberação do uso de celulares nas escolas.
Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU) apresentam propostas contrárias à militarização e a parcerias público-privadas (PPPs). Oliveira defende a aplicação imediata de 25% do orçamento em educação e a revogação do Novo Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

