A ministra Cármen Lúcia declarou estar em estado de profunda consternação e tristeza durante a primeira sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que avaliou a investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por supostas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, nesta terça-feira (15).
Cármen Lúcia votou ao lado do ministro Edson Fachin para separar os casos de Moraes e do ministro André Mendonça. Durante sua manifestação no plenário, a magistrada afirmou que a situação vivida pela Corte provocou um “mal-estar cívico” em todos os cidadãos brasileiros nos últimos dias.
A ministra, que ocupa o cargo desde 2006 após indicação de Luiz Inácio Lula da Silva, esclareceu que falava em nome próprio. Ela pontuou que a representação institucional do tribunal cabe exclusivamente ao presidente do Supremo.
Cármen Lúcia pediu desculpas a Edson Fachin, aos demais ministros e à população. Segundo a ministra, ela gostaria de ter sido mais eficiente no auxílio para acalmar a situação, mas não conseguiu atingir esse objetivo.
A magistrada criticou a espetacularização dos casos e da própria sessão, afirmando que esse cenário prejudica não apenas o Supremo e o Poder Judiciário, mas o país como um todo. “O país espera de nós uma tranquilidade que eu acho que nós não conseguimos dar”, disse a ministra.


