Veículos elétricos podem ser carregados durante a chuva devido a mecanismos de proteção contra água e umidade integrados aos sistemas de recarga. A segurança da operação, contudo, depende da classificação do equipamento, do tipo de tomada utilizado e da qualidade da instalação elétrica do local.
Os carregadores para ambientes externos seguem as normas de Ingress Protection (IP), como as classificações IP65 e IP66, que asseguram resistência contra jatos de água. Os conectores possuem vedações com anéis de borracha e a energização só ocorre após a confirmação de que o cabo está conectado corretamente ao veículo.
A situação é diferente em recargas feitas em tomadas residenciais comuns de 110 ou 220 volts em áreas externas. Como esses componentes não foram projetados para exposição à chuva, a entrada de água pode causar fuga de corrente e curto-circuitos. Nesses casos, é recomendada a utilização de caixas estanques, evitando que extensões fiquem sobre o chão molhado.
Para garagens abertas, o wallbox é a alternativa indicada por ser desenvolvido especificamente para essa função. A instalação deve ser feita por profissional habilitado, com aterramento adequado e dispositivos de proteção compatíveis com a carga, seguindo a norma NBR 5410 para instalações elétricas de baixa tensão no Brasil.
As baterias e sistemas de alta tensão dos veículos também são isolados em compartimentos com certificações IP67 ou IP68, permitindo que o carro seja lavado ou enfrente chuva. No entanto, a profundidade máxima de travessia em alagamentos deve ser consultada no manual de cada modelo, pois os veículos não são anfíbios.
A interrupção automática da recarga durante a chuva pode indicar que o sistema detectou umidade ou alteração na resistência elétrica. A orientação é desconectar o cabo, secar o conector externamente e aguardar alguns minutos. A recarga deve ser evitada em tempestades com raios próximos devido ao risco de descargas atmosféricas e oscilações na rede.


