O Grupo Casas Bahia informou nesta quinta-feira (17) que recebeu um alerta da B3 sobre o desenquadramento de suas ações em relação à regra de cotação mínima de R$ 1. Os papéis da companhia são negociados abaixo desse valor desde 21 de julho, e a empresa tem até 1º de março de 2027 para regularizar a situação.
A administração da companhia afirmou que avalia alternativas para elevar a cotação dos papéis ao patamar exigido pela B3. Segundo a empresa, as medidas necessárias serão adotadas para cumprir a regra dentro do prazo estabelecido.
Em paralelo, o grupo prestou esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre um fundo de direitos creditórios ligado à companhia e incluído na recuperação judicial. A resposta ocorreu após informações publicadas pela imprensa sobre o tema.
A empresa informou que, em 30 de junho de 2026, detinha R$ 1,166 bilhão em cotas subordinadas do FIDC IBCB, o que representa 61,08% do patrimônio líquido do fundo. Essas cotas absorvem perdas antes das cotas seniores, que somavam R$ 743 milhões na mesma data.
Sobre o aumento do valor das cotas subordinadas, que eram de R$ 780 milhões em dezembro de 2025, a companhia declarou que não realizou aportes no primeiro semestre de 2026. O crescimento de R$ 386 milhões ocorreu devido ao resultado das próprias cotas.
O Grupo Casas Bahia também explicou a diferença de cerca de R$ 828 milhões entre os R$ 1,085 bilhão registrados como crédito do FIDC na relação de credores da recuperação judicial e os R$ 1,913 bilhão em obrigações nas demonstrações financeiras de junho. A empresa disse que a variação decorre de pagamentos e liquidações realizados entre as datas, além de obrigações fora do perímetro da recuperação judicial.

