Casas de apostas que patrocinam programas de televisão e clubes de futebol notificaram emissoras e equipes sobre a possibilidade de rescindir contratos caso o governo federal imponha novas restrições ao setor ou proíba as bets no Brasil. Os avisos foram formalizados por empresas como Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte.
As notificações foram enviadas a emissoras como Globo, Band e RedeTV!. Segundo a imprensa local, as áreas comerciais dessas redes já buscam alternativas para substituir os espaços publicitários. A Record decidiu não renovar a cota de patrocínio da Betano no programa A Fazenda, parceria mantida desde 2021, enquanto a Band avalia os contratos de naming rights de Jogo Aberto e Os Donos da Bola.
O setor de apostas investiu R$ 153 milhões em intervalos comerciais e cotas de patrocínio em agosto, conforme dados da Tunad, empresa de monitoramento de publicidade. No esporte, a Superbet informou ao São Paulo e ao Fluminense que poderá encerrar os acordos se as apostas esportivas forem proibidas. A Esportes da Sorte também alertou o Corinthians e outras equipes sobre a possibilidade de rescisão.
A Betano, patrocinadora master do Flamengo, não enviou notificação formal, mas informou à diretoria do clube que o contrato prevê consequências distintas conforme a legislação. Uma proibição geral das apostas esportivas resultaria no fim do acordo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com ministros no Palácio da Alvorada na quarta-feira (23) para discutir a restrição aos jogos. O governo prepara uma Medida Provisória (MP) para regulamentar o setor antes do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. A tendência é restringir cassinos on-line, como o jogo do tigrinho, e manter as apostas esportivas.


