A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu assumir a operação de busca por anunciantes para a Copa do Brasil, dispensando a contratação de uma agência intermediária. A estratégia visa diversificar as marcas parceiras e limitar a presença de casas de apostas para evitar a saturação do segmento no torneio.
A entidade definiu que a competição terá apenas uma empresa de apostas como anunciante em suas propriedades comerciais. O objetivo é evitar a repetição do cenário atual do mercado nacional, caracterizado pelo excesso de marcas do setor.
A CBF também priorizará empresas com prestígio estabelecido no mercado. A diretriz busca diminuir a participação de anunciantes menos conhecidos para reduzir o risco de vincular a imagem da competição a negócios que possam prejudicar a reputação do produto.
Para implementar essa seletividade, a confederação aceitou abrir mão da lógica de lucro máximo em favor da valorização da imagem do torneio. A decisão é sustentada pelo faturamento dos direitos de transmissão para o ciclo 2027-2030, negociados por mais de R$ 4 bilhões, um crescimento de cerca de 80% em relação ao período anterior.
Cinco veículos exibirão as partidas: Globo, Sportv, Premiere, Amazon Prime e GE TV, com a ESPN em fase final de negociação. A partir do próximo ano, a CBF assumirá a produção do sinal dos jogos para padronizar a identidade visual e a qualidade das imagens em todas as transmissões.
Além dos painéis de campo, a entidade comercializará espaços na transmissão, como o cronômetro, o placar estendido, a ficha de escalação, a arte do craque da partida, a inserção de estatísticas e o selo de gol.

