A cantora canadense Céline Dion retoma as atividades artísticas neste sábado, com o início de uma sequência de 16 concertos na Plenitude Arena, nos arredores de Paris. A artista de 58 anos esteve afastada dos palcos por mais de cinco anos devido a problemas de saúde e à pandemia.
A primeira etapa da série de shows ocorre entre os dias 12 de setembro e 17 de outubro. Devido à procura, a organização agendou outras dez datas para o período entre 8 e 29 de maio de 2027.
Desde 2022, a cantora enfrenta a síndrome da pessoa rígida, condição neurológica incurável que provoca espasmos e rigidez muscular. O quadro de saúde levou ao adiamento do retorno, que estava previsto inicialmente para 2025. Em março, Dion informou em suas redes sociais que se sente forte e capaz de cantar e dançar.
A última aparição pública de impacto ocorreu em julho de 2024, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Na ocasião, a artista interpretou a música “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf, em apresentação realizada na Torre Eiffel.
Vencedora de cinco prêmios Grammy, Dion soma quase 260 milhões de álbuns vendidos. Entre seus sucessos está a trilha sonora do filme Titanic, lançada em 1997, e o disco “D’eux”, gravado em 1995 com Jean-Jacques Goldman, que é o álbum em francês mais vendido do mundo, com cerca de 10 milhões de cópias.
A trajetória da cantora foi marcada pela parceria com René Angélil, seu mentor e marido, falecido em 2016. Angélil, que hipotecou a própria casa para financiar o primeiro disco da artista, a descobriu quando ela tinha 12 anos, após receber uma fita cassete enviada pela mãe de Dion.

