A oposição de centro-esquerda, liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson, venceu as eleições parlamentares da Suécia realizadas no domingo (13). Com 99% dos votos apurados, o grupo detém 176 das 349 cadeiras do Riksdag, contra 173 dos partidos que sustentam o atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson.
Os dados foram divulgados pela Autoridade Eleitoral Sueca (Valmyndigheten). Até as 16h15 desta quarta-feira (16), 6.606 dos 6.626 distritos eleitorais haviam sido contabilizados. A emissora pública STV informou que não há probabilidade de reviravoltas no resultado preliminar, restando confirmar se a vantagem final será de uma ou três cadeiras.
O bloco vencedor reúne os Social-Democratas (S), o Partido da Esquerda (V), os Verdes (MP) e o Partido do Centro (C). Este último, historicamente de centro-direita, alinha-se à oposição por rejeitar alianças com os Democratas Suecos (SD), classificados como de extrema-direita.
No sistema proporcional do Riksdag, os assentos são distribuídos conforme a proporção de votos recebidos. Os Social-Democratas mantêm a posição de maior partido, com 99 cadeiras. O Partido da Esquerda obteve 30 assentos, seis a mais que em 2022, enquanto os Democratas Suecos recuaram para 62 cadeiras, perdendo 11 em relação ao pleito anterior.
O processo de sucessão não ocorre por voto popular direto. O presidente do Riksdag conduzirá as negociações para indicar um candidato ao cargo de primeiro-ministro, que será aprovado caso não haja maioria absoluta contra o nome. O Parlamento se reúne em 28 de setembro para eleger seu presidente, que poderá propor um nome para a chefia do governo a partir do dia 29.
A mudança de gestão pode não reverter imediatamente todas as políticas recentes. Agências internacionais indicam que temas como imigração e segurança mantêm forte apoio popular, o que pode limitar a anulação de medidas restritivas adotadas nos últimos anos.


