A cesta de referência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) subiu 5,6% nesta terça-feira (15), atingindo US$ 123,11 por barril. O índice registra o maior valor desde 7 de abril e soma seis sessões consecutivas de alta, com valorização total de 26% desde o dia 4 de setembro.
O preço do barril subiu US$ 6,51 em comparação à última sexta-feira (11). O movimento segue a tendência do petróleo Brent, referência europeia, que fechou a US$ 105,68 na segunda-feira (14), e do WTI, referência nos Estados Unidos, cotado a US$ 101,39 no mesmo dia. A alta da cesta da Opep foi mais expressiva que a dos dois benchmarks internacionais.
Analistas ouvidos por agências internacionais atribuem a subida ao fechamento preventivo do oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita. A instalação, que percorre as regiões de Riad e Medina, sofreu uma série de ataques. O Ministério de Energia da Arábia Saudita anunciou a medida na sexta-feira (11).
A via é uma das principais rotas alternativas do país para exportar petróleo sem utilizar o estreito de Ormuz. O tráfego naquela região já está prejudicado devido ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
A cesta da Opep reúne 12 qualidades de petróleo, sendo uma de cada país-membro. O grupo inclui o Murban, dos Emirados Árabes Unidos, embora o país tenha deixado a organização em maio de 2026. Diversas variedades da cesta são extraídas no Oriente Médio, área afetada pelos conflitos.
No acumulado de 2026, o preço médio do barril da Opep é de US$ 97,70. O valor é 40% superior à média de US$ 65,59 registrada durante todo o ano de 2025, segundo dados da própria organização.

