Um manifesto publicado nesta quarta-feira (30) pelo jornal francês Le Monde alerta para uma suposta tentativa de interferência dos Estados Unidos nas eleições presidenciais brasileiras. O documento também acusa o candidato Flávio Bolsonaro (PL) de atuar em conjunto com interesses norte-americanos. Entre os 30 signatários estão o cantor e compositor Chico Buarque, o ex-jogador de futebol Raí e os economistas Thomas Piketty, Philippe Aghion e Joseph E. Stiglitz.
Com o título “No Brasil, os Estados Unidos procuram influenciar a eleição presidencial, com a cumplicidade de um dos candidatos, Flávio Bolsonaro”, o texto relaciona episódios em que o candidato questionou a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Segundo os autores, essas manifestações representariam uma preparação para uma eventual contestação do resultado das urnas, independentemente de vitória ou derrota. Essa é uma interpretação apresentada pelos signatários do manifesto.
O documento também cita medidas adotadas pelo governo de Donald Trump em relação ao Brasil, como a retirada de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de tarifas comerciais. Os autores relacionam essas ações ao processo judicial que resultou na condenação de Jair Bolsonaro.
O manifesto afirma que uma potência estrangeira estaria buscando influenciar uma eleição soberana brasileira com a participação de um dos candidatos. Os signatários também fazem críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando a condução da pandemia de Covid-19 e políticas relacionadas a movimentos negros e indígenas, mulheres e pessoas LGBTQIA+.
O texto ainda apresenta a candidatura de Flávio Bolsonaro como uma continuidade do projeto político do pai e manifesta preocupação com possíveis impactos institucionais e sociais. As afirmações fazem parte da posição política expressa pelos autores do manifesto.
Ao final, o documento convoca veículos de comunicação, autoridades políticas, instituições europeias e organizações da sociedade civil francesa a acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Os autores também defendem que a comunidade internacional rejeite qualquer forma de interferência estrangeira e manifeste apoio à sociedade civil e às instituições brasileiras.


