A China negou, nesta segunda-feira (14), ter fornecido imagens de satélite de uma base militar dos Estados Unidos na Jordânia ao Irã. A declaração ocorre após reportagens indicarem que Teerã utilizou esses dados para realizar um ataque que matou três militares americanos no dia 17 de julho.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou em entrevista coletiva que o país rejeita categoricamente as suspeitas infundadas e as acusações que carecem de provas. A resposta sucede a publicação de um artigo em que agências de inteligência sugerem a troca de informações entre entidades chinesas e iranianas antes e depois do atentado.
O ataque ocorreu na base aérea de Muwaffaq Salti, onde estão estacionadas forças dos Estados Unidos. Autoridades americanas citadas anonimamente pela imprensa não identificaram quais entidades chinesas estariam envolvidas nem se o governo de Pequim teve responsabilidade direta no fornecimento dos dados.
O presidente Donald Trump minimizou as alegações a bordo do Força Aérea Um, afirmando que Washington também espiona a China. Trump declarou que ambos os países fazem a mesma coisa e que Xi Jinping tem se comportado de maneira razoável. O presidente chinês deve visitar a Casa Branca no dia 24 de setembro.
Em maio, os Estados Unidos impuseram sanções a três empresas chinesas de satélites sob a acusação de facilitar operações militares iranianas. A China mantém forte parceria econômica com a República Islâmica, sendo a principal compradora de seu petróleo e aliada diplomática.
Desde o fim de fevereiro, com o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, pelo menos 18 militares americanos morreram em combate.

