Comerciantes do Rio de Janeiro relatam queda na movimentação dos estabelecimentos após dias seguidos de chuva nas últimas semanas. A falta de sol reduziu a circulação de clientes em áreas muito dependentes do clima, afetando especialmente quiosques, bares e pontos turísticos da cidade.
No Leblon, um funcionário de quiosque afirmou que, em alguns dias, o próprio dono decidiu não abrir o comércio por causa das condições climáticas. A situação também atingiu profissionais que dependem de tempo firme para trabalhar, já que o movimento nas ruas e nas praias ficou abaixo do esperado durante o mês.
De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura, setembro foi o mês mais chuvoso em 29 anos no Rio. A cidade acumulou 171,9 milímetros de chuva até o dia 23, segundo dados do Sistema Alerta Rio, superando a marca anterior registrada em setembro de 2025, quando o volume foi de 157,7 milímetros.
Ao longo do período, a capital registrou 19 dias consecutivos de chuva, o que ampliou os impactos na rotina de moradores e comerciantes. O cenário reforça como eventos climáticos prolongados podem afetar diretamente a economia local, especialmente em regiões onde o fluxo de pessoas depende das condições do tempo.
Para outubro, a previsão mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta um volume de chuva mais próximo da média na capital, embora ainda com irregularidade. A expectativa é de algum alívio em relação ao mês anterior, mas sem estabilidade completa no tempo.
No Sudeste como um todo, o Inmet também indica calor acima do normal em grande parte da região. Isso pode favorecer uma retomada gradual da movimentação em áreas comerciais e de lazer, caso as chuvas percam força e o tempo firme volte a predominar em parte dos dias.

