A mastopexia, cirurgia para levantar e remodelar as mamas, tem recuperação que varia conforme a técnica usada e a resposta de cada paciente, sem prazo único definido. Segundo o cirurgião plástico Júlio Ribeiro, fatores como extensão do procedimento, retirada de pele e colocação de implantes influenciam o tempo para retomar a rotina.
O procedimento pode envolver a retirada do excesso de pele e o reposicionamento das mamas. Quando há implante, ele é usado para acrescentar ou recuperar volume e projeção. A escolha depende das características do corpo e do resultado buscado, enquanto o pós-operatório varia de acordo com o procedimento e a resposta de cada paciente.
“Não existe um prazo único de recuperação que possa ser aplicado a todas as pacientes. A mastopexia precisa ser planejada de forma individualizada, e o pós-operatório também acompanha essa lógica. O mais importante é respeitar cada fase da cicatrização e as orientações médicas”, explica Ribeiro.
Na mastopexia sem prótese, o cirurgião remodela o tecido mamário da própria paciente e remove o excesso de pele. A técnica pode ser considerada quando há volume suficiente e a principal queixa está relacionada à flacidez. Nos primeiros dias, podem surgir inchaço, sensibilidade e desconforto.
“Mesmo sem a colocação de uma prótese, estamos falando de uma cirurgia que exige cuidados. A ausência do implante não significa que a paciente possa acelerar o retorno às atividades. A cicatrização precisa ser respeitada”, diz.
Quando há implante, além do reposicionamento das mamas e da retirada do excesso de pele, é colocado um implante para acrescentar ou recuperar volume e projeção. O pós-operatório leva em conta também a adaptação dos tecidos ao implante. Por isso, atividades que exigem esforço dos braços, levantamento de peso e exercícios físicos podem ficar restritas por um período determinado pelo cirurgião.
“Uma paciente pode estar se sentindo bem e ainda assim o organismo continuar em processo de recuperação. Por isso, a liberação para dirigir, trabalhar, praticar exercícios ou realizar esforços deve acontecer de maneira gradual e com acompanhamento”, afirma o médico.
O aspecto das mamas também muda nas semanas seguintes à cirurgia. Inchaço, alterações temporárias na sensibilidade e cicatrizes mais evidentes fazem parte da evolução e podem se modificar ao longo dos meses. Por isso, o resultado não deve ser avaliado apenas nas primeiras semanas. A recomendação é não antecipar essas etapas por conta própria.

