Os setores de comércio e serviços preveem a abertura de 130 mil vagas temporárias e efetivas para o fim do ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O número representa uma alta de 10% em comparação ao mesmo período de 2025.
O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (23), aponta que 36% das empresas já contrataram ou planejam contratar novos funcionários, sejam eles efetivos, temporários, informais ou terceirizados. O principal motivo para a expansão do quadro, citado por 59% dos empresários, é suprir o aumento típico de demanda do período.
A maioria dos entrevistados, 57%, pretende manter a equipe atual. Entre os que não planejam reforçar o time, 41% justificam a decisão por não acreditar que o movimento de clientes será suficiente. Apenas 3% dos empresários cogitam reduzir o número de funcionários.
As vagas com carteira assinada representam 50% das contratações, seguidas pelas informais, com 43%. A modalidade de Pessoa Jurídica (PJ) responde por 24% das oportunidades, enquanto as terceirizadas somam 11%. Metade das empresas inclui vagas temporárias, com duração média de 2,4 meses e média de 1,52 profissional por estabelecimento.
A remuneração média para as vagas é de R$ 1.805, valor que registra queda de R$ 138 em relação a 2025. A carga horária diária também recuou de 7,75 para 7,54 horas. As funções mais demandadas são vendedor (23%) e ajudante (22%), seguidas por entregador (10%), manicure (10%), caixa (9%) e recepcionista (9%).
A pesquisa ouviu 510 empresários de diferentes portes em todo o Brasil entre 24 de junho e 24 de julho. O estudo apresenta taxa de confiança de 95% e margem de erro de 4,3 pontos percentuais.

