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Conselheiro de instituto ligado a padre Lancellotti é preso por latrocínio

Carla Fernandes
Última atualização: 6 de setembro de 2026 14:48
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

Um conselheiro fiscal do Instituto Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, entidade ligada ao padre Júlio Lancellotti, foi preso em flagrante sob suspeita de tentativa de latrocínio na tarde de 22 de agosto, em Itaquera, zona leste de São Paulo. O homem de 25 anos foi baleado durante a ação policial.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito estava com outras duas pessoas ao tentar roubar a motocicleta de um morador na Avenida Aricanduva. Um policial militar à paisana presenciou o crime e interveio. Na ocasião, um dos envolvidos disparou duas vezes contra o agente e foi morto. Os tiros também atingiram uma mulher em um carro, que foi socorrida e passa bem.

O conselheiro foi atingido por dois disparos no ombro e no quadril. Após atendimento médico, ele foi encaminhado a uma unidade prisional. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, classificando o episódio como crime gravíssimo. O homem já possuía condenações em dois processos por receptação de veículos roubados.

Eleito para o conselho fiscal há dois meses, o homem atuava em pesquisas sobre direitos humanos na entidade Ezequiel Ramin e era motorista voluntário do padre Lancellotti. O presidente do instituto, Marcelo Augusto de Sousa e Silva, informou que prepara a convocação de uma nova reunião para substituí-lo. A defesa do acusado afirmou que não comentará o mérito do caso por haver processo criminal em curso.

Em nota, o instituto informou que o homem integrou o quadro de assistidos por cerca de um ano antes de ser eleito em assembleia, sendo visto internamente como exemplo de ressocialização. A entidade declarou que a responsabilidade penal é estritamente pessoal e que preserva a presunção de inocência.

O caso ocorre enquanto o Mercedário enfrenta questionamentos financeiros. Uma auditoria da Baker Tilly, determinada pelo arcebispado, apontou que a instituição não comprovou a aplicação de R$ 1,3 milhão recebidos da paróquia do padre Lancellotti entre setembro e dezembro de 2025. A Arquidiocese de São Paulo afirmou desconhecer os fatos e ressaltou que o instituto é uma entidade privada e independente de sua estrutura.

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