O Conselho Deliberativo do Internacional rejeitou, na noite de segunda-feira (28), a proposta para antecipar as eleições de 2026. Por 107 votos a 74, com quatro abstenções, os conselheiros mantiveram a Assembleia Geral para 12 de dezembro, no Salão Nobre do Beira-Rio.
A sessão também debateu o momento do Departamento de Futebol e as finanças do clube. O diretor executivo de Finanças, Aldoir Pinzkoski Filho, apresentou o balancete contábil do primeiro semestre, que fechou com déficit de R$ 160 milhões, acima dos R$ 109,3 milhões orçados.
Segundo o clube, o desvio foi justificado pela redução na receita bruta, especialmente pela falta de um patrocinador máster e pelas vendas não realizadas de atletas, em um contexto de queda nas transações de jogadores no país. Os custos e despesas seguiram em linha com o previsto, e o endividamento caiu cerca de R$ 20 milhões.
O primeiro turno das eleições, com votação restrita aos conselheiros, será em 9 de novembro. Os dois candidatos mais votados disputarão o segundo turno em 12 de dezembro, com participação dos associados. As inscrições das chapas vão até 5 de outubro.
A Assembleia Geral elegerá o Conselho de Gestão para os próximos três anos e renovará 150 cadeiras do Conselho Deliberativo. O sucessor de Alessandro Barcellos presidirá o Inter no triênio 2027-2029.

